ANCORD: guia completo da certificação mais procurada do mercado financeiro

Conheça neste artigo tudo o que você precisa saber sobre a certificação ANCORD: inscrição, estrutura da prova e a profissão de assessor de investimento.

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Com certeza você já ouviu falar da certificação ANCORD, ou mesmo já recebeu algum anúncio sobre ofertas de trabalho na assessoria de investimento. Sim, isso está acontecendo neste exato momento: as instituições financeiras passam por enormes dificuldades em encontrar profissionais para desempenhar essa função. Além disso, a demanda por profissionais só cresce. Assim, esse artigo é um guia completo sobre a ANCORD e a profissão de assessor.

Para se tornar assessor é necessário a aprovação em um exame de qualificação técnica oferecido por uma entidade credenciadora autorizada pela CVM. Essa entidade recebe o nome de ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias). É por isso que chamamos a certificação de “certificação ANCORD”. 

Neste artigo você conhecerá todos os detalhes a respeito da certificação ANCORD, que não se resume apenas a uma prova. Então, veja abaixo todos os tópicos que serão abordados: 

  • Quem é e o que faz um assessor de investimento?
  • O que é a certificação ANCORD?
  • O que cai na prova da ANCORD? 
  • Como é estruturada a prova da ANCORD?
  • Como realizar a inscrição para a prova ANCORD?
  • Por que optar pelo exame Em casa?

Quem é e o que faz um assessor de investimento? 

A primeira coisa que precisamos saber é que a certificação ANCORD é um pré-requisito para que um profissional possa exercer a profissão de assessor de investimento. 

Mas, que é e o que faz um assessor de investimento? 

Bom, para se investir na bolsa é necessário o uso de uma corretora ou distribuidora de valores mobiliários. Mas as corretoras e distribuidoras não possuem sedes físicas como os bancos. Além disso, elas também não gastam tanto dinheiro em propaganda na televisão como os bancos.  

Então, como elas conseguem os clientes que vão negociar ações, fundos imobiliários, BDRs de grandes empresas estrangeiras, ETFs ou derivativos na bolsa?  

A resposta é: por meio de um assessor de investimento. Esse assessor, que está ligado a um escritório de assessoria, é um representante de instituições financeiras. De acordo com a Resolução CVM 178/2023, que é o conjunto de regras vigente para essa profissão, ele deve realizar as atividades de: 

  • Prospecção (que significa procurar) e captação de clientes (para a abertura de conta nas corretoras que ele representa); 
  • Recepção e registro de ordens e transmissão dessas ordens para os sistemas de negociação ou da corretora;   
  • Prestação de informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados pelas instituições financeiras que ele representa.

Assessor de Investimento prospectando cliente

Recomendação de produtos

O assessor pode, inclusive, recomendar ativos e outros serviços aos seus clientes, respeitando o perfil de cada um deles. E aqui o leque de opções é bastante vasto: 

É importante destacar que muitas pessoas procuram por um corretor de ações. Entretanto, essa é uma profissão que só existe nos Estados Unidos e em Filmes. Por outro lado, no Brasil, o profissional que ajuda o cliente com investimentos é o assessor de investimento.

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O assessor de investimento é empregado das corretoras? 

A resposta é não. O assessor é um preposto de intermediários do sistema de distribuição de valores mobiliários, ou seja, ele é um representante. Os intermediários são as corretoras e distribuidoras de valores mobiliários, que precisam de clientes e de profissionais que os auxiliem na distribuição dos ativos que mostramos no item anterior.  

O assessor pode representar, sozinho, como pessoa física, uma ou mais instituições financeiras. Entretanto, o problema é que essa não é uma prática comum no mercado. Assim, na maioria esmagadora das vezes, o assessor se liga a um assessor pessoa jurídica (os famosos escritórios de assessoria). E nesse escritório ele pode ser sócio, CLT ou contrato como terceiro. 

Ah, e duas observações importantes: 

  • Um escritório de assessoria pode representar várias instituições financeiras, mas; 
  • Um assessor só pode representar um escritório de assessoria.

Formas de trabalho do assessor

Vedações: o que um assessor de investimento não pode fazer 

A profissão de assessor de investimento é regulada pela CVM e suas normas. Isso serve para pôr ordem no mercado e evitar conflitos de interesses que possam prejudicar os clientes e o bom andamento do mercado financeiro. 

Por isso, é vedado ao assessor de investimento: 

  • receber de clientes ou em nome de clientes, ou a eles entregar, numerário, títulos ou valores mobiliários ou outros ativos; 
  • ser procurador ou representante de clientes perante intermediários, para quaisquer fins; 
  • contratar com clientes ou realizar, ainda que a título gratuito, serviços de administração de carteira de valores mobiliários, consultoria ou análise de valores mobiliários; 
  • atuar como preposto (representante) de intermediário com o qual não tenha contrato para a prestação dos serviços de assessoria de investimento; 
  • delegar a terceiros (inclusive a outros assessores de investimento), a execução dos serviços que constituam objeto do contrato celebrado com o intermediário pelo qual tenha sido contratado; 
  • usar senhas ou assinaturas eletrônicas de uso exclusivo do cliente para transmissão de ordens por meio de sistema eletrônico;  
  • confeccionar e enviar para os clientes extratos contendo informações sobre as operações realizadas ou posições em aberto. 

 

Como o assessor de investimento é remunerado?

Essa é a pergunta mais comum daqueles que se interessam pela profissão, o que também é muito natural. 

O assessor é, em essência, um profissional da área comercial. Apesar de dominar uma parte técnica obrigatória sobre os produtos e serviços do mercado financeiro, ele precisa, antes de tudo ser bom com pessoas. 

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E por que ser bom com pessoas? Porque a sua remuneração é totalmente variável e depende da carteira e das operações realizadas pelos seus clientes. Assim, quanto mais clientes, maior custódia e mais transações. Finalmente, maior remuneração. 

Algumas pesquisas indicam que um assessor médio recebe mensalmente, também em média, algo entre 0,05 e 0,09% da custódia dos seus clientes. E custódia significa o valor que o cliente tem investido junto à instituição financeira. Então, se o assessor possui uma carteira de clientes com R$ 10 milhões de custódia, dependendo da negociação com o seu escritório, sua remuneração mensal poderá chegar a R$ 9 mil. 

Essa é um média. Na realidade, o assessor recebe uma parte da corretagem paga pelos clientes nas operações com renda variável. Além da corretagem, também há pagamentos referentes a uma parte da taxa de administração de fundos de investimento e da distribuição de renda fixa. Operações de ofertas públicas e COEs, do mesmo modo, podem oferecer repasses interessantes. 

Por esse esquema de remuneração é muito fácil concluir que a assessoria é totalmente meritocrática e diferente da maioria das atividades gerenciais do mercado financeiro.

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Qual o salário de um assessor de investimentos

Por que a profissão cresce tanto? 

Diferentemente de profissões clássicas do mercado financeiro que estão saturadas, a assessoria cresce de forma exponencial. Ou seja, esse movimento reflete o próprio crescimento das corretoras independentes e do número de investidores pessoas físicas na bolsa. Como o ato de investir se tornou muito mais acessível, houve um boom de CPFs cadastrados na B3 desde 2017. 

O assessor é muito diferente de um gerente de banco. Ele precisa estar presente na vida dos seus clientes, que farão recomendações para mais clientes, que abrirão mais e mais contas. Portanto, quanto mais contas, maior a custódia e maior será a remuneração do profissional. 

Só para você ter ideia, o mercado de assessoria de investimento americano é vinte ou trinta vezes maior que o mercado brasileiro. Assim, apostando nessa lacuna, as principais corretoras e distribuidoras recrutam cada mais escritórios, que precisam de mais assessores. Estima-se que anualmente esse mercado necessite de quase 10 mil novos assessores.  

Principais habilidades e conhecimentos que um assessor precisa ter

Para exercer a sua função, o assessor precisa ter conhecimentos sólidos sobre o mercado financeiro e sobre os produtos que comercializa. Além disso, é importante que ele tenha duas habilidades: comunicação e negociação.  

A comunicação é necessária para que ele consiga transmitir informações claras e precisas aos clientes e ajudá-los a tomar decisões financeiras conscientes. Já a negociação é essencial para conseguir novos clientes e aumentar a sua captação. 

Além disso, outra característica importante de um assessor de investimento é a sua capacidade de compreender as necessidades e expectativas de cada cliente. É preciso levar em conta o perfil de risco, o objetivo financeiro e o prazo de investimento para oferecer soluções personalizadas. 

Assessor entendendo a necessidade do cliente

Um assessor de investimento também precisa estar atualizado sobre as tendências e regulamentações do mercado financeiro. É importante que esse profissional tenha conhecimento aprofundado sobre produtos financeiros para que possa orientar de forma eficaz seus clientes. 

Outro ponto vital na carreira de um assessor de investimento é a ética e a transparência. Esse profissional precisa ser claro e objetivo na comunicação com seus clientes, explicando de forma clara as vantagens e riscos de cada investimento. Por fim, é mandatório que ele mantenha sigilo sobre as informações e dados dos seus clientes, preservando a confiança que eles depositam nele. 

O que é a certificação ANCORD?

Sabendo quem é e o que faz um assessor, já podemos falar da certificação ANCORD. 

A certificação ANCORD é um processo de credenciamento que permite a qualquer pessoa, desde que cumpridos os requisitos, se tornar assessor de investimento. Mas, quais seriam esses requisitos? 

  • ter concluído o ensino médio no país ou equivalente no exterior;  
  • ter sido aprovado em exames de qualificação técnica e ética definidos pela CVM (prova da ANCORD); 
  • não estar inabilitado ou suspenso para o exercício de cargo em instituições financeiras ou entidades autorizadas a funcionar pela CVM, Banco Central, Susep ou Previc; 
  • não haver sido condenado por crime falimentar, de prevaricação, suborno, concussão, peculato, lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores, contra a economia popular, a ordem econômica, as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade pública, o sistema financeiro nacional ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; 
  • não estar impedido de administrar seus bens ou deles dispor em razão de decisão judicial.

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Cuidado com as restrições

Portanto, não basta ao profissional ser aprovado na prova da ANCORD para se tornar assessor de investimento sendo credenciado. Ele não pode estar com o CPF bloqueado, não pode ter cometido alguns crimes específicos ou ter sido suspenso em funções do mercado financeiro. Mas, aqui, diferentemente de profissões como de analistas ou administradores de carteiras, para o assessor não é necessário formação superior para o credenciamento. Apenas o ensino médio é exigido, embora cerca de 60% dos assessores tenham cursado alguma faculdade.  

Após se inscrever e ser aprovado no exame de qualificação técnica, o profissional passa pela análise documental e probatória. Com o credenciamento deferido, seu registro na página da CVM será confirmado e, aí sim, ele estará apto a exercer a função. 

O que cai na prova da ANCORD?

A prova da ANCORD não é nenhum absurdo e podemos classificá-la como de nível médio. O problema é o seu elevado número de questões (80) para um tempo considerado curto (2h30). Assim, conhecer a sua estrutura ajuda muito na redução da ansiedade e na economia de tempo. 

Estudantes se preparando para prova da ANCORD

Ao todo, a prova da ANCORD cobra 14 assuntos. Nesse sentido, para conseguir a aprovação o candidato precisa de um acerto geral de 70%, ou 56 questões. Mas, essa não é a única exigência… Há quatro módulos em que é necessário o acerto mínimo de 50% das questões. Se você não conseguir esse acerto mínimo, nem adianta acertar todo o restante das questões da prova. Você estará retido. Por isso, todo cuidado é pouco com os quatro módulos obrigatórios. 

Tabela de questões por módulo para prova da ANCORD

Vejamos na sequência cada um dos módulos cobrados na prova da ANCORD. 

A Atividade do Assessor de Investimento

Na Atividade do Assessor de Investimento não há muitos problemas. Trata-se do primeiro módulo que todos começam a estudar e retrata as regras do jogo da assessoria. Das 12 questões, temos aqui uma boa oportunidade para engrossar o número de acertos para o placar geral. Entretanto, não esqueça de que você precisa de pelo menos 6 acertos. 

 Lavagem de Dinheiro

Já o segundo módulo, “Lei 9.613/98 e Lavagem de Dinheiro” é o mais perigoso. Também com acerto mínimo obrigatório, apenas 4 questões são exigidas e com muito assunto a ser estudado. Portanto, você precisa de pelo menos dois acertos, ou tudo vai por água abaixo. Por isso, nós aconselhamos que você triplique a carga de estudos para lavagem de dinheiro e não compre esse risco. Decore os prazos para registro das operações e fique íntimo do COAF. 

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Economia

O próximo módulo é de Economia, sem acerto mínimo. E o programa da prova da ANCORD é vago, cobrando “Noções Gerais”, “Índices e Indicadores” e “Política Monetária, Fiscal, Cambial e de Rendas”. O problema é que “Noções Gerais” é, realmente, muito “geral”. Por isso, para apenas duas questões, foque em política monetária, taxas de juros (SELIC) e índices de preços e índices de inflação como o IPCA. Ou seja, a recompensa é pequena para um conteúdo tão denso.  

Sistema Financeiro Nacional

Depois temos o módulo de Sistema Financeiro Nacional. Fique ligado com a composição do Conselho Monetário Nacional e as atribuições do Banco Central do Brasil e CVM. Precisamos somar pontos com suas 3 questões; então, não deixe de ler sobre os outros conselhos, Susep e Previc.

A hierarquia do Sistema Financeiro Nacional é como abaixo:

  • Conselho Monetário Nacional – CMN
    • Banco Central do Brasil
    • Comissão de Valores Mobiliários
      • Bolsa de Valores
      • Bolsa de mercadoria e futuros
  • Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
    • Superintendência de Seguros Privados
  • Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
    • Previc
      • Entidades Fechadas de Previdência Complementar

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O Sistema de Pagamentos Brasileiro: Uma Visão Geral

Não há acerto mínimo. 

 

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Instituições e Intermediadores Financeiros

A seguir vamos com Instituições e Intermediadores Financeiros, com 3 questões e sem acerto mínimo. Cuidado com as carteiras de bancos múltiplos e as atribuições de corretoras e distribuidoras. Leia com atenção as funções e atribuições das outras instituições, apesar de serem menos cobradas.  

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Administração de Risco

O tópico Administração de Risco cobra 4 questões, também sem acerto mínimo. Os cálculos costumam ser um pouco puxados quando aparecem, e já vimos a ANCORD cobrar, inclusive, desvio padrão e retorno de carteiras. Entretanto, você precisa dominar os tipos de risco, circuit breaker, o conceito de VaR, de diversificação e, principalmente, as propriedades da Duration e Convexidade. Os assuntos são mesmo chatos e complexos.  

Mercado de Capitais

A seguir temos outro módulo com acerto mínimo de 50%: Mercado de Capitais: Produtos, Modalidades Operacionais e Liquidação. São 20 questões, com acerto mínimo de 10. Trata-se do assunto mais cobrado da prova, porque é aquele que o assessor mais se envolve.  

É indispensável que você conheça alguns tópicos bem demandados na prova da ANCORD: 

Aqui, não tem jeito: o volume é decisivo. São muitos assuntos, mas, cercando os principais que acabamos de falar, podemos aumentar sensivelmente o número de acertos globais e já ir encaminhando a aprovação. 

Fundos de Investimento e Outros Fundos

Na sequência temos o módulo de Fundos de Investimento e depois Outros Fundos de Investimento. Com cada um cobrando duas questões, você precisa conhecer, principalmente: 

  • fundos de renda fixa, de ações, cambiais e multimercado (além de todo o seu mecanismo de tributação);
  • fundos imobiliários (com sua mecânica de tributação); 
  • aspectos essenciais dos FIDCs e FIPs;
  • fundos restritos:

Neste módulo não há acerto mínimo. 

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Securitização

Conforme o edital, seguindo com o tópico de Securitização de Recebíveis, com apenas uma questão para a prova da ANCORD. Geralmente é perguntado sobre o conceito de securitização e os seus produtos, como CRIs ou CRAs. 

Clubes de Investimento

Em Clubes de Investimento temos outra oportunidade de ouro para aumentar o número de acertos gerais. Para essas duas questões a prova da ANCORD quase sempre cobra o número de integrantes de um clube, aspectos de gestão, tributação e carteira. 

Novamente, não há acerto mínimo. 

Matemática Financeira – Conceitos Básicos 

Para Matemática Financeira – Conceitos Básicos, temos outras 4 questões. E você não precisa se desesperar porque não gosta ou não entende do assunto. Você conseguirá a aprovação na ANCORD mesmo que não acerte qualquer questão de Matemática Financeira. É normal que sejam cobradas questões de VPL, TIR, cálculos de taxa equivalente e de juros compostos, sem tanta complexidade.  

Nesse módulo, você poderá usar a calculadora HP 12c. Ela será muito importante nas questões envolvendo valor presente, valor futuro, taxas de juros e valor de prestações.

Mercado Financeiro – Outros 

Em Mercado Financeiro – Outros (sem acerto mínimo), temos 7 questões quase que totalmente voltadas à renda fixa. Algumas delas misturam cálculos de DI com taxa equivalente, mas, o grosso dessa parte cobra títulos públicos. As perguntas versam sobre seus leilões, características dos títulos, tributação e cálculos de cotação ou PU. Parece que a ANCORD, inclusive, tem uma atração especial sobre as LFTs e o seu ágio e deságio. 

Mercados Derivativos: Produtos, Modalidades Operacionais e Liquidação

Por último, em Mercados Derivativos: Produtos, Modalidades Operacionais e Liquidação, temos as últimas 12 questões da prova, com acerto mínimo de 6 questões. Igualmente, aqui o conceito de derivativos e o seu uso são muito cobrados. Além disso, na prova da ANCORD são várias as questões sobre o que fazer em determinadas situações, como para exportadores e importadores. Além disso, é comum a cobrança de operações com opções e situações com ajustes diários de contratos futuros 

Não esqueça que a prova é formulada usando exatamente essa sequência. Se atentando aos assuntos que acabamos de priorizar, as chances de aprovação aumentam muito. 

Como as questões são construídas?

No geral as questões da prova da ANCORD apresentam o conceito clássico de um enunciado e quatro alternativas. Além disso, esse enunciado não ultrapassa duas linhas, com cada alternativa, tendo em média, uma ou duas linhas. 

Vejamos um exemplo do tipo de questão mais cobrada na prova da ANCORD: 

João pede ao seu assessor maiores informações sobre um determinado produto ofertado pela sua corretora, para realizar um aporte. Dessa forma, o assessor deve: 

a) Proporcionar a João todas as informações possíveis, dado que essa é uma das atividades que o assessor de investimento pode exercer.

b) Requisitar pedido de informação sobre essa aplicação ao analista do seu contratante, dado que essa atividade lhe é vedada.

c) Pedir a João que contacte o administrador de carteira da instituição financeira contratante, para que o cliente possa se informar melhor.

d) Informar a João de que essa função é do consultor da sua empresa contratante, e não dele, assessor.

Essa é a estrutura usada em 80% das questões. 

“Pegadinhas” e cuidados com o tempo de prova

Com 80 questões a serem respondidas em 150 minutos, você terá menos do que dois minutos para responder cada questão da prova da ANCORD. Então, o aproveitamento do tempo conta muito. 

O sistema da prova (nos centros de testes e na prova em casa) permite que o candidato insira lembretes nas questões. Desse modo, ao bater o olho e perceber que não consegue responder de “bate-pronto”, insira o lembrete e siga para a próxima questão. Responda primeiro o que tem absoluta certeza e ganhe tempo. 

Por analogia, o mesmo se aplica às questões com cálculos. Assim, em geral, somando Administração de Riscos, Matemática Financeira e Renda Fixa, você pode ter que responder algo entre 4 e 8 questões de cálculo. Além disso, dificilmente os cálculos são extensos e você não deve se impressionar com os títulos públicos. A resolução para esse tipo de questão é mais óbvia do que parece. 

A ANCORD não é uma banca que apronta com “pegadinhas”, como a ANBIMA costuma fazer. Ou seja, geralmente é preto no branco: quatro alternativas com duas absurdas e uma leve dúvida entre as restantes. 

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A MELVER oferece o curso preparatório para a prova da ANCORD que mais aprova no Brasil.

Como realizar a inscrição para a prova ANCORD

Em primeiro lugar, é importante saber que a ANCORD oferece duas modalidades para a realização da prova de certificação. Temos o exame nos centros de prova (geridos pela FGV) ou o “Em Casa – Exame de Certificação de AI”. 

O processo de inscrição tem início de forma semelhante. Primeiramente, acesse o site da ANCORD (é necessário ter pelo menos 16 anos de idade e o ensino médio completo). 

  • No site da ANCORD, vá até a aba CERTIFICAÇÃO E CREDENCIAMENTO e clique em “Ais”.
  • Depois, clique em INSCREVA-SE NO EXAME DE CERTIFICAÇÃO. 

Nesse momento o site irá explicar as duas modalidades do exame: presencial e “Em casa”

  • Leia atentamente e prossiga para o próximo passo, que é clicar em “INSCREVA-SE”.
  • Depois, escolha a opção “AI” (a ANCORD também realiza a prova de certificação do PQO-B3).  

É fundamental ler o regulamento, onde estão todas as informações sobre as inscrições, taxa de inscrição, agendamento e prova.

  • Após isso, clique em “Declaro que li e estou de acordo com o regulamento”, e clique em “Confirmar”. 

A tela do “Termo de Ciência e Aceite – Plataforma de inscrições do processo de certificação ANCORD” será exibida, fornecendo informações sobre a plataforma da ANCORD.

  • Aceite e confirme as condições apresentadas. 

Depois, siga a sequência. Insira seu CPF e, em seguida, vá para a etapa mais importante, que é escolher a modalidade do exame. Você poderá optar pelo “Em casa – Exame de certificação AI” ou “Exame de certificação AI”, que é a modalidade presencial realizada nos centros da FGV. 

Por que optar pelo exame Em casa?

Por que escolher o exame Em casa? Simples: ao fazer a prova em casa, você estará no mesmo ambiente em que estudou, tudo será familiar e você se sentirá mais seguro. Além disso, estará sozinho, com tranquilidade, sem a necessidade de deslocamento físico e terá mais descanso, o que proporciona conforto e calma. 

Recomendamos que nossos alunos prefiram fazer a inscrição para a prova da ANCORD em casa. Definitivamente, não se trata de ser mais fácil ou mais difícil do que a prova presencial. Significa, sim, uma questão de tranquilidade e concentração. De acordo com as nossas pesquisas, o índice de aprovação na modalidade Em casa é maior. 

Finalizando a inscrição para a prova ANCORD

Independentemente da modalidade escolhida, você avançará para a próxima etapa, que é o “Cadastro”. Nesse momento, você deve aceitar um “Termo aditivo ao regulamento”, afirmando que possui o equipamento adequado para a realização da prova em casa. Observe atentamente as exigências do equipamento e demais informações e prossiga. 

Assine o “Termo de consentimento para o uso de dados pessoais”, declarando que você tem 16 anos completos e que manifesta o seu consentimento.

Em seguida, você será direcionado para a própria página de “Cadastro”. Lá você deverá inserir os seus principais dados de identificação, como documentos, e-mail, celular, endereço e escolaridade.  

Ao finalizar, clique em “Cadastrar”. Na próxima página, confirme seus dados e clique novamente em “Cadastrar”. O sistema agradecerá a sua inscrição e relembrará sobre o equipamento a ser utilizado. 

Finalmente, você receberá um e-mail com um identificador (geralmente, seu CPF), uma senha e um link para conclusão do processo e emissão do boleto da taxa de inscrição, por meio do menu “Pagamento”. O link é o seguinte: 

https://certpessoas.fgv.br/ancord/FreeAccess/Default.aspx 

Clique em “ENTRAR” e insira o seu identificador e senha.  Gere o boleto bancário e pague a taxa de inscrição para a prova da ANCORD. Após a compensação do boleto, você receberá um novo e-mail para agendar a data da prova. 

Pronto! Sua inscrição para a sua prova da ANCORD foi finalizada. Agora, aguarde e prepare-se para o exame com a MELVER, a escola que mais aprova candidatos a assessores de investimento do mercado brasileiro. 

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Aprovação e credenciamento

O resultado oficial da prova sai em até 7 dias úteis. Com o resultado (e a aprovação) em mãos, você pode decidir em já completar o seu credenciamento ou aguardar. No entanto, se nada for feito, a prova terá validade de um ano, quando, no vencimento, será cancelada. 

Uma segunda possibilidade é aderir ao PEC (Programa de Educação Continuada) da ANCORD, mesmo sem credenciamento. Portanto, ao aderir ao PEC pelo site da ANCORD, o candidato tem a validade da prova prorrogada para 5 anos. E isso é possível mesmo que ele não esteja ligado a um escritório ou que não esteja exercendo a profissão. 

Para o PEC, os assessores de investimento e aqueles aprovados no exame da ANCORD devem participar de programas de treinamento, cursos, palestras, seminários. Desse modo, essas atividades estão relacionadas ao aprimoramento e reciclagem para o desempenho das suas atividades profissionais. Além disso, cada assessor deve totalizar 150 pontos em 5 anos, sendo obrigatório o acúmulo de no mínimo 20 pontos e máximo de 70 pontos por ano.  

Para a execução do PEC, o assessor poderá pontuar créditos referentes à: 

  • Conclusão de curso superior de graduação, MBA, pós-graduação, Mestrado, Doutorado, com base curricular voltada ao mercado financeiro e de capitais; 
  • Participação efetiva em atividades educacionais, que incluem cursos, palestras, eventos, webinar, congressos, workshop etc., realizadas por entidades qualificadas, credenciadas e não credenciadas; 
  • Ter sido aprovado em Exame de qualificação aplicado pelo mercado (outras provas de certificações do mercado financeiro). 

Onde encontro cursos para o PEC ANCORD?

Não se preocupe com os créditos do PEC ANCORD. A MELVER disponibiliza vários cursos em sua plataforma que estão aptos ao programa, muitos, inclusive, gratuitos. 

A qualquer momento o candidato pode requerer o seu credenciamento, pagando uma taxa de R$ 132,50 e outra taxa anual de fiscalização da CVM, de R$ 530,00. Desse modo, com o credenciamento e registros regulares, basta se ligar a um escritório para encontrar melhores oportunidades profissionais, com a profissão mais demandada e que mais cresce no mercado financeiro brasileiro. 

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