Conheça os Limites de Oscilação da B3

Neste artigo, exploramos os limites de oscilação da B3, detalhando sua importância, funcionamento e impacto no mercado. Abordamos também os mecanismos de controle, como o "circuit breaker", essenciais para a estabilidade financeira.

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Limite de oscilaçãoO mercado financeiro brasileiro se destaca como um dos mais dinâmicos e desafiadores do mundo, sendo o maior da América Latina. Neste cenário, a B3, nossa bolsa de valores, mercadorias e futuros, ocupa uma posição central.

A B3 não apenas reflete as tendências econômicas globais, mas também influencia diretamente o mercado nacional. Por isso a B3 é mais do que uma instituição financeira; ela simboliza a evolução e a maturidade do mercado de capitais brasileiro.

Compreender os mecanismos de funcionamento da B3 é fundamental para qualquer investidor. Entre estes, os limites de oscilação das ações são componentes críticos. Eles servem para manter a estabilidade do mercado, protegendo-o de movimentos bruscos e irregulares. Esses limites, que restringem as variações diárias de preços, são uma salvaguarda contra a volatilidade excessiva. Assim, contribuem para um ambiente de investimento mais seguro e previsível.

Neste artigo, exploraremos os aspectos essenciais dos limites de oscilação da B3. Nosso objetivo é oferecer um entendimento claro sobre como funcionam e qual seu impacto no mercado financeiro. Dessa forma, investidores podem tomar decisões mais informadas e estratégicas. Acompanhe-nos nesta jornada pelo coração do mercado financeiro brasileiro e descubra como navegar com sucesso pelas ondas da B3.

Entendendo os Limites de Oscilação

Os limites de oscilação da B3 são mecanismos essenciais para a saúde do mercado financeiro. Eles atuam como barreiras, evitando variações extremas nos preços das ações em um único dia. Esses limites garantem que a volatilidade do mercado permaneça dentro de um espectro controlável, protegendo investidores e empresas. Além disso, eles contribuem para a manutenção da ordem e da confiança no mercado.

Na prática, os limites de oscilação estabelecem uma faixa máxima de alta e baixa para os negócios. Se uma ação atinge seu limite superior ou inferior, ocorrem pausas nas negociações. Essa interrupção permite que o mercado absorva a movimentação e reaja de maneira mais ponderada. Portanto, os limites não apenas protegem contra a volatilidade, mas também promovem uma reflexão estratégica entre os investidores.

Os critérios para definir esses limites são rigorosos e baseiam-se em uma série de fatores. Entre eles, destacam-se a liquidez do ativo e a histórico recente de suas oscilações. Por isso, os limites podem variar entre diferentes ativos. Além disso, em situações excepcionais, como crises econômicas, a B3 pode ajustar os limites para melhor responder à situação do mercado.

Outro detalhe importante: grandes variações de preços podem elevar os valores de liquidação financeira (pagamentos e recebimentos), o que pode gerar inadimplência, tanto de investidores quanto de instituições participantes da B3 junto a sua Câmara de compensação.

É por isso que os limites de oscilação restringem a negociação em momentos de variação extrema de preço, reduzindo os riscos de erros de execução ou proporcionando mais tempo para que os participantes do mercado possam analisar as mudanças repentinas dos preços.

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Limites de Oscilação em derivativos

No mercado de derivativos, como contratos futuros e opções, existem regulamentos rigorosos com limites pré-definidos para oscilações de preço. a B3 define tais limites para evitar que o preço de um ativo exceda uma faixa específica em relação ao preço ajustado no dia anterior. Cada contrato possui um limite de oscilação superior (de alta) e um limite de oscilação inferior (de baixa), que devem ser iguais.

Estes limites atuam como mecanismos de proteção, ativados apenas em situações atípicas, caracterizadas por movimentações acentuadas e rápidas nos preços dos contratos. Assim, qualquer negociação de contratos entre os limites de oscilação será automaticamente admitida.

A margem de garantia, valor reservado por um período de dois dias, é o indicador utilizado para mensurar a intensidade dessas variações. Um uso significativo desse recurso financeiro é indicativo de um mercado em estado volátil.

A B3, entidade responsável pela gestão desse sistema, detém a autoridade para ajustar os limites de oscilação conforme necessidade. Nesse caso, após, no mínimo 30 minutos da divulgação da comunicação, estabelecem-se novos limites.

A bolsa ainda pode alterar os limites de oscilação a qualquer momento, sempre que achar necessário. Para isso, deverá notificar a alteração aos participantes de mercado, por meio de comunicado externo, por sistemas de mensagens e e-mails.

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Limites de Oscilação no Mercado à Vista

circuit breakerNo ambiente do mercado à vista, ações entre outros ativos são comercializados livremente, sem os limites de oscilação presentes no mercado de derivativos. A segurança nesse cenário é provida pelo mecanismo conhecido como circuit breaker. O acionamento desse dispositivo interrompe as transações temporariamente, impedindo operações de compra e venda durante seu período de ativação.

Você já deve ter lido ou visto algo sobre o famoso CB. Seu acionamento é sinal de pânico no mercado, pois não é todo dia que a bolsa cai 10% ou mais. Por isso, todas as mídias costumam dar notícias sobre esse mecanismo com muito alarde.

O circuit breaker opera em três fases distintas, que dependem de quedas específicas do Ibovespa, o principal índice de ações do Brasil. Uma redução de 10% no índice resulta em uma suspensão de 30 minutos. Caso haja uma desvalorização adicional para 15% após o primeiro estágio, as negociações paralisam por uma hora. Uma eventual queda de 20% desencadeia um terceiro nível de interrupção, cuja retomada das atividades depende de uma decisão do Presidente da B3.

Essa ferramenta difere das normas aplicáveis aos derivativos, onde tanto aumentos quanto reduções acentuados nos preços são regulados. O circuit breaker se ativa exclusivamente em declínios, utilizando como referência as variações do Ibovespa, diferentemente dos derivativos, que possuem parâmetros específicos para cada contrato.

Adicionalmente ao circuit breaker, o mercado à vista conta com outras estratégias de proteção e controle de riscos, conhecidas como túneis de negociação. Clique aqui para conhecer mais sobre os túneis. (linkar com o artigo 268).

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Diferenças entre o circuit breaker (mercado à vista) e os limites de oscilação (derivativos)

As principais diferenças entre o circuit breaker do mercado à vista e os limites específicos de oscilação dos derivativos podem ser vistas abaixo:

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