Nível 2 B3: conheça o segmento de listagem para ações ON e PN

O Nível 2 da B3 representa um equilíbrio entre flexibilidade e rigor em governança corporativa, atraindo investidores por sua transparência e sustentabilidade. Embora seja um indicativo de menor risco, exige uma análise individualizada de cada empresa.

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No universo do mercado de capitais, os segmentos de listagem desempenham um papel de destaque, definindo padrões de governança corporativa e transparência. Entre eles, destaca-se o Nível 2 da B3, uma referência em boas práticas empresariais. Neste artigo, exploraremos o que é o Nível 2, focando em suas especificidades e no impacto para as empresas que optam por esta listagem.

O Nível 2 constitui um segmento intermediário entre o mercado tradicional e o Novo Mercado, oferecendo um equilíbrio entre rigor regulatório e flexibilidade operacional. Este nível atrai companhias que buscam diferenciar-se no mercado, adotando práticas avançadas de governança, mas com características próprias, distintas do Novo Mercado.

Discutiremos como a adesão ao Nível 2 pode beneficiar as empresas no mercado de capitais, aprimorando sua imagem corporativa e atraindo investidores conscientes. Este segmento de listagem não apenas impulsiona a transparência e a responsabilidade corporativa, mas também oferece vantagens tangíveis para as empresas que nele operam. Portanto, entender o Nível 2 é essencial para investidores e empresas que visam atuar no mercado de capitais brasileiro de maneira eficiente e sustentável.

O que é o Nível 2 na B3

O Nível 2 é um segmento de listagem na B3 que representa um compromisso intermediário em termos de governança corporativa. Empresas listadas no Nível 2 seguem regras mais rígidas que as do mercado comum, mas menos exigentes que as do Novo Mercado, que está no topo. Elas oferecem um modelo de governança corporativa avançado, porém adaptável a diferentes estruturas empresariais.

Investidor comprando ações do nível 2 de governança corporativa

Em relação ao percentual mínimo de ações em circulação, a regra geral é de que o free float seja de 20%. Já a regra alternativa indica 15%, caso o ADTV (average daily trading volume) seja igual ou superior a R$ 20 milhões, considerando os negócios realizados nos últimos 12 meses.

Este segmento exige das empresas maior transparência e melhores práticas de governança, incluindo a divulgação ampliada de informações financeiras e a realização de auditorias independentes. Além disso, o Nível 2 requer um conselho de administração com participação de membros independentes e práticas de proteção aos acionistas minoritários.

No Nível 2, as empresas podem emitir ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN), diferentemente do Novo Mercado, que permite apenas ações ON. Apenas lembrando: as ações PN no Nível 2 oferecem vantagens como prioridade na distribuição de dividendos ou na restituição de capital. Já as ações ON dão direito a voto nas assembleias da empresa.

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Tag Along

No caso de troca do controle acionário da companhia, o Nível l2 reserva o direito de recebimento dos acionista de 100% para ações ON e PN (Tag along). Lembrando que para o Novo Mercado isso se restringe apenas às ações ON.

A adesão ao Nível 2 é um sinal de compromisso com a governança e a transparência, atraindo investidores mais conscientes e aumentando a confiabilidade. Esse segmento é ideal para companhias que buscam se diferenciar no mercado de ações. Elas ainda demonstram uma estrutura de capital flexível, mas comprometida com altos padrões de governança corporativa.

Impacto do Nível 2 nas Estratégias de Investimento

A listagem no Nível 2 da B3 impacta significativamente as estratégias de investimento, tanto para investidores individuais quanto institucionais. Empresas que optam por este nível demonstram um compromisso com práticas elevadas de governança corporativa. Isso, frequentemente, atrai investidores mais criteriosos e focados em sustentabilidade e responsabilidade corporativa.

Investidores que priorizam a governança corporativa em suas decisões de investimento tendem a ver o Nível 2 como algo bom no longo prazo. Isto se deve à percepção de que empresas com boas práticas de governança estão mais preparadas para enfrentar desafios.

Além disso, a listagem no Nível 2 proporciona às empresas uma maior visibilidade no mercado, o que pode resultar em um aumento da liquidez de suas ações. Isso ocorre porque investidores institucionais muitas vezes preferem investir em empresas listadas nesses segmentos devido às práticas de governança reforçadas.

No entanto, investidores também devem estar cientes de que a adesão ao Nível 2 não elimina todos os riscos. É crucial avaliar cada empresa individualmente, considerando fatores como desempenho financeiro, potencial de crescimento, setor de atuação e histórico de gestão. A listagem no Nível 2 é um fator positivo, mas não o único a ser considerado na tomada de decisão de investimento.

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