Conheça o Risco Sistemático e Risco Não Sistemático

Descubra como diferenciar riscos sistemáticos e não sistemáticos nos investimentos e aprimore suas estratégias para um portfólio mais seguro.

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No mundo dos investimentos, o risco desempenha um papel central. Ele representa a possibilidade de um investimento não alcançar os retornos esperados ou até mesmo gerar perdas. Compreender o risco é essencial para qualquer investidor, seja ele novato ou experiente. Os riscos variam de acordo com o tipo de investimento, desde os mais seguros, como os títulos de renda fixa, até os mais voláteis, como as ações no mercado de capitais. Existem dois tipos principais de riscos: O risco sistemático e o risco não sistemático. Nesse artigo, falaremos sobre eles.

Por que é importante saber sobre risco?

Os investidores devem estar cientes de que o risco está intimamente ligado à possibilidade de obter maiores retornos. Por isso, uma boa gestão de risco se faz necessária para equilibrar as expectativas de ganhos com a tolerância a possíveis perdas. Além disso, uma série de fatores externos podem influenciar o risco como, mudanças políticas, econômicas e até eventos globais inesperados.

O conceito de risco no mercado financeiro é amplo e varia conforme o tipo de ativo. Por exemplo, investimentos em ações são geralmente possuem um risco maior do que em renda fixa. Mas, por outro lado, oferecem potencial de retornos mais elevados. Este é o chamado trade-off entre risco e retorno, um princípio fundamental no mundo dos investimentos.

Neste artigo exploraremos os diferentes tipos de riscos associados aos investimentos, com foco especial no risco sistemático e não sistemático. Entender esses detalhes é de grande importância para tomar melhores decisões e, consequentemente, para o sucesso no mundo dos investimentos.

Risco sistemático: entendendo o conceito

Risco sistemático

O risco sistemático refere-se à volatilidade associada a todo o mercado financeiro. Esse tipo de risco é inerente ao sistema e o investidor não pode eliminá-lo, mesmo com uma diversificação eficiente do portfólio. Ele está relacionado a eventos macroeconômicos que afetam todos os ativos do mercado, como mudanças nas taxas de juros, crises políticas, desastres naturais ou pandemias.

Por exemplo, uma recessão econômica pode impactar negativamente o desempenho de praticamente todas as ações e títulos do mercado. Portanto, o risco

sistemático representa uma ameaça que é externa às empresas e que afeta a economia como um todo. Ele é imprevisível e independe das características individuais de cada ativo.

Investidores, ao lidarem com o risco sistemático, devem entender que alguns fatores estão fora de seu controle. A melhor estratégia é estar preparado para flutuações do mercado e considerar a possibilidade de eventos adversos ao construir um portfólio. Estratégias de hedge, como a utilização de derivativos, podem ser empregadas para mitigar os efeitos desses riscos.

Além disso, é importante manter-se informado sobre as tendências econômicas globais e ter um entendimento claro das condições econômicas atuais. Embora não seja possível eliminar o risco sistemático, uma compreensão aprofundada do ambiente econômico e financeiro pode ajudar a tomar decisões mais conscientes e estratégicas no que diz

Risco Não Sistemático: uma visão detalhada

O risco não sistemático, também conhecido como risco específico, está relacionado a fatores internos ou específicos de uma empresa ou setor.

Diferentemente do risco sistemático, é possível mitigá-lo ou até eliminá-lo através da diversificação eficaz do portfólio de investimentos. Este tipo de risco está associado a elementos que afetam diretamente as operações ou o desempenho financeiro de uma empresa ou setor.

Por exemplo, a queda nas ações de uma empresa devido a um recall de produto afeta apenas essa empresa e, por extensão, os investidores ligados a ela. Assim, o risco não sistemático pode ser contornado ao investir em uma variedade de ativos de diferentes setores e empresas. Isso garante que o impacto negativo em um ativo seja compensado pelo desempenho positivo de outros.

Investidores que buscam minimizar o risco não sistemático devem concentrar-se na construção de um portfólio diversificado, onde os riscos de diferentes ativos não estejam correlacionados. Ao fazer isso, reduz-se a probabilidade de que eventos adversos em uma empresa ou setor afetem significativamente o valor total do portfólio.

Além disso, é fundamental realizar uma análise detalhada e contínua das empresas e setores em que se investe. Entender os riscos específicos que cada um enfrenta permite uma tomada de decisão mais alinhada com os objetivos de investimento e o perfil do investidor.

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O limite da diversificação

O risco não sistemático pode ser reduzido por meio da diversificação, como já dissemos. Porém, como uma carteira de ativos é composta pelos dois riscos (sistemático e não sistemático), por mais que uma carteira seja diversificada, o risco sistemático ainda permanecerá.

Repare no gráfico que a diversificação do risco não sistemático reduz drasticamente o risco total, porém, o risco sistemático ainda permanece. Assim, para que o investidor se defenda desse risco ele deverá construir posições de hedge.

Hedge está ligado a proteção. Portanto, a defesa contra o risco sistemático exige a construção de posições com derivativos. Exemplos desses instrumentos são contratos futuros e opções.

Um investidor com a carteira exposta a taxa de juros, por exemplo, poderá vender contratos futuros de taxa DI. Assim, ele perde com a queda da taxa DI em sua carteira, mas a recupera no mercado futuro Isso se deve ao fato de que quem entra vendendo contratos futuros sempre ganha com a sua queda (recomprando mais barato).

Então, não se esqueça: além de diversificar o risco não sistemático, você como investidor, deve construir posições para se defender do risco sistemático. Só assim o risco total da carteira é mitigado.

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