Risco de Crédito: como o calote pode afetar os investimentos

O risco de crédito é um elemento importante nos investimentos, especialmente em instrumentos de renda fixa. Esse risco se manifesta quando há incerteza sobre a capacidade de um emissor, como governos ou empresas, de honrar compromissos financeiros.

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O risco de crédito nasce como um dos elementos fundamentais no universo dos investimentos. Ele representa a possibilidade de perdas financeiras devido ao não cumprimento de obrigações contratuais por devedores. Ou seja, estamos falando do calote. Assim, ele é relevante no cenário econômico atual, onde a volatilidade do mercado e a incerteza global podem afetar a capacidade de pagamento das entidades.

Compreender o risco de crédito é crucial para investidores, sejam eles grandes instituições ou pequenos poupadores. O risco não se limita apenas a empréstimos e títulos de crédito, mas permeia diversos ativos, influenciando decisões de investimento e estratégias de portfólio. Além disso, a gestão eficaz desse risco pode proteger os investimentos contra inadimplências e falências, assegurando um retorno mais estável e previsível.

Por isso, precisamos aprofundar os conceitos, avaliações, impactos em diferentes instrumentos financeiros e estratégias para a redução do risco de crédito. Ao explorar as detalhes desse risco, o investidor estará mais preparado para tomar decisões informadas e estruturadas, adequadas ao seu perfil de risco e objetivos. Com isso, o risco de crédito se transforma em um elemento essencial para a construção de um portfólio sólido e resiliente.

Entendendo o risco de crédito nos investimentos

O risco de crédito se manifesta quando um devedor falha em cumprir suas obrigações financeiras. No contexto dos investimentos, isso impacta diretamente os credores ou investidores. Por exemplo, na compra de títulos de dívida, como debêntures, o risco reside na possibilidade de o emissor pagar do juros ou do valor principal.

Em cenários de instabilidade econômica, o risco de crédito tende a aumentar, pois as dificuldades financeiras das empresas ou entidades emissoras dos títulos se intensificam. Portanto, é fundamental para o investidor entender esse risco antes de alocar recursos em determinados ativos. Uma análise cuidadosa do histórico e da saúde financeira do emissor é essencial.

Além disso, os ratings de crédito, fornecidos por agências especializadas, podem ser úteis para avaliar o risco de crédito. Eles refletem a capacidade de um emissor de cumprir com suas obrigações financeiras. Um rating mais alto indica menor risco, enquanto um rating mais baixo sinaliza maior risco.

Investidores devem estar cientes de que o risco de crédito não se limita apenas a títulos de dívida. Ele também pode estar presente em outros instrumentos, como empréstimos peer-to-peer e até em alguns tipos de derivativos. Portanto, entender e gerenciar o risco de crédito é crucial para a construção de um portfólio diversificado e para a proteção contra potenciais perdas. Avaliar o risco de crédito faz parte de uma estratégia de investimento sólida e consciente.

Risco de crédito em diferentes instrumentos financeiros

O risco de crédito afeta vários instrumentos financeiros, sendo mais perceptível nos títulos de renda fixa. Quando um investidor adquire esses títulos, ele essencialmente empresta dinheiro ao emissor, seja ele um governo, empresa ou instituição financeira. Daí, o risco surge da incerteza sobre a capacidade desse emissor de honrar seus compromissos financeiros, especialmente o pagamento de juros e o reembolso do principal.

Os títulos do governo, considerados os mais seguros, também estão sujeitos a esse risco, embora em menor grau. Já os títulos corporativos tendem a apresentar um risco de crédito mais elevado, refletindo na taxa de juros oferecida. Essa taxa, por sua vez, costuma ser maior do que aquela oferecida pelos títulos governamentais, compensando assim o maior risco assumido pelo investidor.

Além dos títulos de renda fixa, o risco de crédito também impacta outros instrumentos, como CDBs, CRIs e CRAs. Investidores experientes analisam cuidadosamente a classificação de crédito desses instrumentos, emitida por agências especializadas. Essa classificação serve como um indicador da saúde financeira do emissor e de sua capacidade de cumprir com as obrigações financeiras.

O Fundo Garantidor de Créditos

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um dos principais elementos de defesa contra o risco de crédito. Ele se aplica aos títulos emitidos por instituições financeiras, cobrindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ de vários produtos.

Os principais ativos garantidos pelo FGC são:

  • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • Depósitos de poupança;
  • Letras de câmbio (LC);
  • Letras hipotecárias (LH);
  • Letras de crédito imobiliário (LCI);
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA);
  • Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado RDB (Recibo de Depósito Bancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Isso significa que, se um investidor possui recursos emprestados a uma instituição financeira por meio de algum desses ativos, ele estará protegido de calote por parte da instituição em até R$ 250 mil.

É bom lembrar que o FGC não cobre recursos de fundos de investimento, debêntures, ações ou quaisquer ativos negociados em bolsa.

Diversificar é a chave

A diversificação dos investimentos, principalmente observando os limites do FGC e os seus ativos garantido, surge como uma estratégia para mitigar os riscos associados a um único emissor ou tipo de instrumento. Investir em uma variedade de títulos com diferentes níveis de risco e vencimentos pode ajudar a reduzir a exposição geral ao risco de crédito. Além disso, a compreensão do mercado e dos instrumentos financeiros disponíveis é crucial para tomar decisões informadas e alinhadas ao perfil de risco do investidor.

Agora que você já conhece o risco de crédito e o FGC, poderá tomar as suas decisões de investimento em renda fixa com mais propriedade.

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